Nacionalismo. “Ninguém curte essa vibe”

Nacionalismo. “Ninguém curte essa vibe”

Sede da UNE hoje, no bairro do Catete, Rio de Janeiro

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  Por Jorge Teixeira

Exclusivo Catetear Notícias  

Durante a década de cinquenta, sem redes e sem celular, eu acordei aos nove anos e vi uma torre de madeira postada na esquina. Eram os nacionalistas na agitação e propaganda. Era a campanha “ O Petróleo é nosso”.  Hoje nas redes eu vi um médico apoiando o “tarifaço” com a mesma caneta Mont Blanc que receitou a cloroquina, que a Ema não aceitou. Não há sinais de nacionalismo no ar. A manhã é fria, de um certo silêncio acovardado diante de um Marco Rúbio que mais parece “leão de chácara” de baile infantil.

Auditório da ABI

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"Não há mais auditório lotado na Associação Brasileira de Imprensa (ABI) apertado por intelectuais gritando: “ Yankees go home !”

Não há mais a União Nacional dos Estudantes (UNE), nossa força e nossa voz, queimando a bandeira americana na Avenida Beira Mar. O fim de linha do nacionalismo fechou o bar Luiz para evitar reuniões etílicas de velhos comunistas em  cirrose hepática.Não há mais sinais de nacionalismo, brizolismo, anti-imperialismo e, se duvidar, vão desfraldar a bandeira americana na Avenida Paulista no domingo, na presença do Flávio Bolsonaro, Caiado, Zema, Tarcísio, e até o Neymar vai aparecer por lá.

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"A vibe de agora é negociar com o Trump, reduzir a tarifa, abrir os cofres do BNDES e ajudar os latifundiários mais necessitados impactados pelo tarifaço.”

E o nacionalismo ? Foi anunciado no “Enjoei” - Venda rápida e segura de roupas antigas.

Evento na ABI

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"Nacionalismo é roupa desbotada encalhada numa barraca de antiquário na Praça XV.”

Jorge Teixeira é professor e médico