Sessenta anos de Kung Fu (Congfu) - Mestre Lee
Sessenta anos de Kung Fu (Congfu) - Mestre Lee

Por Manoel J de Souza Neto
Sessenta anos de Kung Fu (CONGFU) 功夫 : Vida, esperança e renovação no ciclo de Lee. Chung Deh, como Mestre Lee Abertura do cilco comemorativo.
A celebração de 6 décadas de Kung Fu marca não apenas uma trajetória técnica, mas o fechamento/abertura de um ciclo completo de vida e consciência, conforme a tradição chinesa do Ciclo de 60 anos 六 十 一 甲 子. Sob a condução do Lee Chung Deh, esse marco inaugura um novo tempo de reflexão, prática e transmissão de saberes. O ciclo comemorativo se estrutura como rito de passagem, reunindo homenagens, encontros e ensinamentos que atravessam gerações. Mais do que propostas de eventos e homenagens em memória do que foi até aqui, trata-se da renovação de uma linhagem viva que une corpo, espírito e tradição em movimento contínuo para as tradições do Kung Fu (Gongfu) 功夫 Shaolin no Brasil.
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Mestre Lee em sua simplicidade e sabedoria, ao fazer uma escolha de uma Andorinha como símbolo para uma camiseta especial de comemoração de 60 anos de Kung Fu (Gongfu) 功夫 , nos deu mais uma lição valiosa. Nos últimos tempos temos sempre conversado sobre a China, Taiwan, e tensões com Ocidente (Rússia, EUA, Ucrânia, União Européia, Israel, Palestina, Irâ dentre outros), acompanhados de comparativos com o cenário e impactos para o Brasil.
A jornada pessoal do Mestre Lee pode ser lida aqui: https://catetear.com.br/a_jornada_de_discipulo_a_mestre_lee_chung_deh_do_oriente_ao_sul_do_brasil
Mestre Lee e discípulos, Curitiba, Academia Bei Long, 2026.
Essas conversas informais que ocorrem com freqüência antes das praticas, sempre acabam tendo um padrão de reflexão nível “Arte da Guerra” de Sun Tzu (ou Sunzi) 孙子, analisando a geopolítica, bem como na observação das semelhanças nas nações diante de crises de governanças, tensões, conflitos internos e externos (erros e acertos) pelo globo, que tem impactos no macrocosmo, mas também no microcosmo. Quanto a grande agitação de 2026, ele me respondeu, “é ano do Cavalo de Fogo no horóscopo Chinês”, e claro, eu não poderia discordar disso. Em uma analise de cenários todas as informações devem ser consideradas.

Armas de treino na tradição do Kung Fu (Gongfu) 功夫 Shaolin 少林 (Shàolín), academia Academia Bei Long. Foto: Manoel J de Souza Neto.
Mestre Lee recordou de que ao chegar no Brasil em 1966, começava a Revolução Cultural na China, fazendo agora 6 décadas, algo que para ocidentais pode não ter representação expressiva. Mas o ciclo de 60 anos é um período relevante de contagem de tempo para cultura Chinesa. Naquele ano de 1966 ao chegar por essas terras, iniciou as aulas com o Grão Mestre Chan Kowk Wai, precursor do Kung Fu (Gongfu) 功夫 no Brasil, ao qual Lee foi o segundo aluno a se formar professor, e hoje o mais antigo remanescente dentre professores vivos da tradição da Academia Sino-Brasileira.

Grão Mestre Chan, ao seu lado de pé o discípulo Lee. Academia Sino-Brasileira de Kung Fu, São Paulo, anos 60. Foto: Acervo Mestre Lee.
Na Cultura Chinesa, Lee me ensinou, o símbolo deste ciclo é representado pelos ideogramas: “六 十 一 甲 子” que se apresenta como expressão não apenas do tempo mensurável, mas do tempo vivido, do tempo interior que se curva à consciência daquele que percorre o caminho com disciplina e espírito.

Camiseta Comemorativa feita pela academia Academia Bei Long.
Pois, na abertura do ciclo comemorativo dos sessenta anos de Kung Fu (Gongfu) 功夫 do Mestre Lee Chung Deh, manifesta-se o reencontro entre corpo, mente e essência, onde o gesto marcial torna-se meditação em movimento e o tempo deixa de ser linear para tornar-se círculo, e, neste círculo, a expressão 六十 一甲子 (Liùshí Yī Jiǎzǐ) revela, em sua tradução mais fiel, que “Sessenta anos é um Ciclo” ou “Sessenta anos compõem um Jiazi”. O significado deste ciclo é da maior relevância, não apenas para um, mas como grande ciclo para todos. Vejamos:
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"Em termos ocidentais, no plano da metafísica, o 六十 一甲子 (Liùshí Yī Jiǎzǐ) organiza a compreensão do tempo pela interação entre 天干 (Tiāngān) e 地支 (Dìzhī), articulando Yin e Yang, os 五行 (Wǔxíng) e a dinâmica entre Céu e Terra como princípios universais. Nesse sentido, não apenas como contagem do tempo, mas como modelo do cosmos, no qual o tempo expressa a ordem do Tao 道 (Dào), em uma visão imanente onde ser, tempo e natureza formam um mesmo processo cíclico. No plano da gnose, o sistema torna-se instrumento de conhecimento experiencial. Ao situar o indivíduo no ciclo, especialmente a partir do seu ano de nascimento (甲子 e suas variações), ou de fatos iniciados ou concluídos nesses ciclos, o 六十 一甲子 (Liùshí Yī Jiǎzǐ) permite uma leitura do destino, da energia vital 气 (Qi) e das relações entre microcosmo e macrocosmo, como caminho ou carma (no sentido oriental). Esse conhecimento é prático e vivencial, aproximando-se de uma gnose como saber que transforma a consciência e orienta a existência.” |
O nascer do Mestre, portanto, não foi em seu nascimento, mas em seu renascimento em 1966 como discípulo, em sincronicidade com o grande ciclo astrológico Chinês e com as revoluções daquele tempo. Não a toa, o Grão Mestre Chan o escolheu para missão de viajar e prepara professores para difundir o Kung Fu (Gongfu) 功夫 no Brasil, e mais especialmente no Sul, história que pode ser lida em “A Jornada de discípulo a Mestre: Lee Chung Deh do Oriente ao Sul do Brasil”.

Mestre Lee e discípulos, Porto Alegre, anos 70. Foto: Arquivo Mestre Lee.
Mas para dar entendimento ao que estou apresentando aqui, para não iniciados (e não pensem que sei muito), precisamos voltar ao ciclo, e seus significados.
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"O Ciclo Sexagenário Ciclo Sexagenário 六十 一甲子 (Liùshí Yī Jiǎzǐ), constitui a base estrutural do calendário lunissolar chinês, sendo formado pela articulação entre os 10 Troncos Celestes 天干 (Tiāngān), associados aos cinco elementos 木火土金水 em suas polaridades Yin e Yang, e os 12 Ramos Terrestres 地支 (Dìzhī), correspondentes aos animais do zodíaco chinês, resultando em um sistema combinatório que organiza o tempo de forma circular e não linear, no qual cada unidade temporal emerge da interação entre Céu e Terra, produzindo 60 configurações únicas que se sucedem até o retorno ao ponto originário 甲子 (Jiǎzǐ), expressão inaugural que sintetiza o princípio do começo absoluto e da totalidade cíclica.” |

Discípulos do Mestre Lee em Curitiba, na academia Academia Bei Long. Foto Manoel J de Souza Neto.
E nesse horizonte a expressão 六十 一甲子 (Liùshí Yī Jiǎzǐ) revela em sua tradução mais fiel que “Sessenta anos é um Ciclo” ou “Sessenta anos compõem um Jiazi”, sendo que cada ideograma contém uma camada de significado que transcende a linguagem literal, pois 六十 (Liùshí) representa não apenas o número sessenta, mas a totalidade de um percurso completo dentro da cosmologia chinesa, 一 (Yī) não é apenas o número um, mas a origem primordial, o ponto indivisível de onde emanam Yin e Yang, o sopro inicial do Tao 道 (Dào) que se desdobra em todas as coisas, e 甲子 (Jiǎzǐ) que representa mais do que uma marca no calendário, é a primeira combinação do sistema sexagenário, sendo 甲 (Jiǎ) o primeiro dos dez Troncos associado ao elemento Madeira em sua expressão Yang e 子 (Zǐ) o primeiro dos doze Ramos associado ao rato e à energia do nascimento, da meia-noite e do início do ciclo vital.
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"De modo que 甲子 (Jiǎzǐ) torna-se símbolo do início e, por extensão, do ciclo completo que se fecha para recomeçar, revelando que alcançar tal marco é completar uma unidade de destino, aquilo que na tradição se denomina Ciclo de 60 anos 六十 一甲子 (Liùshí Yī Jiǎzǐ), a idade do florescimento do ciclo completo, momento em que o indivíduo retorna ao mesmo signo energético de seu nascimento (ou de ciclos anteriores passados em algum período relevante da vida), não como uma repetição, mas como reintegração consciente do caminho percorrido, integrando experiência, memória e transformação em uma síntese superior de existência.” |
E assim se compreende que o tempo, na visão chinesa, não é progressivo, mas circular e respiratório, expandindo-se e recolhendo-se como o próprio 气 (Qi) que anima o universo, operando como fluxo contínuo de alternância entre Yin e Yang, vazio e forma, potencialidade e manifestação, sendo este sistema historicamente fundamental para a agricultura, medicina tradicional e na organização da vida social (Indivíduos, famílias, sociedade, política, nações, e para tudo que existe) ao orientar previsões climáticas e sazonais, ao mesmo tempo em que estrutura a marcação de anos, meses, dias e horas na astrologia chinesa, atribuindo a cada combinação uma qualidade energética singular, como Madeira, Fogo, Terra, Metal e Água em interação com os animais, revelando o princípio do 干支 (Gānzhī) como expressão da dinâmica entre Céu e Terra, entre o invisível e o visível, entre o princípio e a manifestação.
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"De modo que 甲子 (Jiǎzǐ) torna-se símbolo do início e, por extensão, do ciclo completo que se fecha para recomeçar, revelando que alcançar tal marco é completar uma unidade de destino, aquilo que na tradição se denomina Ciclo de 60 anos 六十 一甲子 (Liùshí Yī Jiǎzǐ), a idade do florescimento do ciclo completo, momento em que o indivíduo retorna ao mesmo signo energético de seu nascimento (ou de ciclos anteriores passados em algum período relevante da vida), não como uma repetição, mas como reintegração consciente do caminho percorrido, integrando experiência, memória e transformação em uma síntese superior de existência.” |
E assim o Liùshí Jiǎzǐ se afirma para além de uma contagem do tempo, como uma trama cosmológica que entrelaça natureza, destino humano e ordem universal, permitindo ao indivíduo compreender sua posição dentro do fluxo do universo e alinhar-se às suas forças, reconhecendo que vida e morte são momentos de um mesmo movimento, que o fim contém o início e que toda conclusão é também um portal, de modo que o ciclo não se encerra, mas se transforma, perpetuando a harmonia entre o microcosmo humano e o macrocosmo universal.

Banner comemorativo de 40 anos de fundação do Kung Fu em Curitiba, academia Academia Bei Long.
A importância deste ciclo, pode ser compreendido neste fluxo o Kung Fu (Gongfu) 功夫 praticado pelo Mestre Lee que não se reduz a técnica corporal, mas se afirma como movimento que expressa a harmonia entre Yin e Yang, entre vazio e forma, entre ação e quietude, refletindo os princípios do Taoísmo 道家 (Dàojiā) e do Budismo Chan 禅 (Chán), que ensinam que o domínio verdadeiro não é o do outro, mas o de si mesmo, e que a força mais elevada é aquela que nasce da serenidade interior, e é nesse horizonte simbólico que o evento inaugural deste ciclo não se limita a uma celebração, mas se constitui como rito de passagem, como um portal entre fases e ciclos, que se renovam e sucedem uns aos outros.

Discípulos do Mestre Lee em Curitiba, na academia Academia Bei Long. Foto Manoel J de Souza Neto.
Mestre Lee, acompanhado do Mestre Alexandre Ribeiro, academia Academia Bei Long. Foto Manoel J de Souza Neto.
O primeiro movimento dentro da transição de ciclo de 60 anos de Kung Fu do Mestre Lee, realizado na Academia Bei Long do Mestre Alexandre Ribeiro abrindo uma sequência de homenagens, Festivais e aulões que ecoarão pelos territórios onde o Mestre Lee semeou sua linhagem, perpetuando não apenas um estilo de Kung Fu, mas uma ética do corpo e do espírito que atravessa gerações.

Banner digital comemorativo de 60 anos de Kung Fu do Mestre Lee, academia Academia Bei Long, 2026.
Nesse contexto a escolha da andorinha 燕子 (Yànzi) como símbolo central deste ciclo, revela-se profundamente significativa, pois na cultura chinesa a andorinha é mensageira da primavera 春 (Chūn), estação do renascimento, do florescimento da vida após o inverno, sendo considerada portadora de sorte 福 (Fú), proteção e harmonia familiar, uma vez que sua presença nos lares é interpretada como sinal de bênção e continuidade.

Andorinha comemorativa do ciclo de 60 anos de Kung Fu, Criação Mestre Lee e Manoel J de Souza Neto.
E assim sua escolha da Andorinha como emblema do ciclo de sessenta anos, bom presságio e vôos para caminhos positivos. Encarna o princípio do retorno consciente, da fidelidade ao caminho escolhido, da capacidade de atravessar distâncias sem perder a origem, chegando em um ponto positivo, dialogando diretamente com o significado do ciclo de 60 anos 六十 一甲子 (Liùshí Yī Jiǎzǐ).

Discípulos do Mestre Lee em Curitiba, na academia Academia Bei Long. Foto Manoel J de Souza Neto.
Ao completar esse ciclo o indivíduo simbolicamente atravessa todas as possibilidades de manifestação da energia vital, retornando ao ponto inicial com sabedoria ampliada, e nesse fechamento específico entre 1966 e 2026 se destaca de forma não irrelevante justamente a presença do Cavalo de Fogo 丙午 (Bǐng Wǔ), cuja natureza de “fogo sobre fogo” representa intensidade, transformação radical, ruptura e purificação, sendo historicamente associado a períodos de instabilidade e mudança profunda.

Mestre Lee e discípulos do Mestre Lee em Curitiba, na academia Academia Bei Long. Foto Manoel J de Souza Neto.
E é nesse ponto que o último ciclo sexagenário revela seu caráter histórico mais dramático e simbólico, ao pesquisar anos do Cavalo de Fogo: 1666, 1726, 1786, 1846, 1906, 1966 e 2026, e eles se alinham, de forma sugestiva, a momentos de tensão e inflexão histórica. Em 1666, ocorre o Grande Incêndio de Londres e a posterior reconstrução urbana; 1726 se dá sob disputas coloniais europeias; 1786 antecipa a crise do Antigo Regime, pré-Revolução Francesa; 1846 traz a Guerra Mexicano-Americana e tensões imperiais; 1906 reúne desastre e modernização com o terremoto de San Francisco, no contexto próximo à Guerra Russo-Japonesa, travada em território chinês um ano antes; 1966 marca a Revolução Cultural Chinesa, em meio à radicalização ideológica global; e 2026 projeta disputas híbridas, tecnológicas, energéticas, territoriais e informacionais, com guerras e tensões em escala global. Embora haja um padrão recorrente que sugere ciclos de crise, reorganização geopolítica e transição de regimes em escala sistêmica. Claro que outros ciclos e padrões também podem identificar crises, com períodos e motivações distintos, em estudos relacionados a padrões correlação com fatores energéticos, climáticos, sociais ou demográficos, o que não cabe explorar neste artigo.
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"Porém, o ano de 1966, também sob o signo do Cavalo de Fogo, marcou o início da Revolução Cultural na China, movimento conduzido por Mao Tsé-Tung que desencadeou uma das mais profundas rupturas sociais, políticas e culturais do século XX, em uma nação que estava atrasada com estamentos burocráticos há muito estagnados, a convulsão popular foi marcada por perseguições, tensões internas e forte mobilização ideológica que buscava redefinir os rumos da sociedade. Sendo o “fogo” não apenas metáfora, mas energia histórica concreta de dissolução e ruptura, queimando estruturas antigas para forjar uma nova identidade nacional, e ao longo das décadas seguintes esse mesmo ciclo assistiu à transição gradual desse fogo destrutivo para um fogo produtivo, marcado pelas reformas econômicas, pela abertura ao mundo e pela ascensão tecnológica e industrial que transformaram a China de uma nação isolada e empobrecida em uma das maiores potências globais.” |

Mestre Lee e discípulos em evento relacionado a China, no Memorial de Curitiba. Foto: Arquivo Mestre Lee.
A metáfora do ciclo 六十 一甲子 (Liùshí Yī Jiǎzǐ) no Cavalo de Fogo 丙午 (Bǐng Wǔ), fechamento e abertura, revelando que o mesmo princípio que destrói pode também construir, que o caos pode ser etapa de reorganização e que a desordem pode preparar uma nova ordem, e assim o intervalo entre 1966 e 2026 pode ser compreendido como um ciclo completo de morte e renascimento, como a imagem da fênix que se consome em chamas para renascer com nova força, e ao aproximar-se novamente do Cavalo de Fogo em 2026, o mundo observa com atenção e expectativa um novo momento de tensão e redefinição, não mais como ruptura interna absoluta, mas como possível reconfiguração de papéis no cenário global, trazendo consigo riscos, desafios e também oportunidades de consolidação e equilíbrio.

Armas de treino na tradição do Kung Fu (Gongfu) 功夫 Shaolin 少林 (Shàolín), academia Academia Bei Long.
É precisamente neste ponto, que a simbologia da andorinha se torna ainda mais essencial, pois ela atua como princípio equilibrador diante da intensidade do fogo, trazendo suavidade, continuidade e promessa de renascimento após a combustão necessária, ensinando que o fogo que destrói é o mesmo que purifica, e que a verdadeira permanência não está na rigidez, mas na capacidade de adaptação, e assim o Mestre Lee, ao transmitir essa simbologia aos seus discípulos, oferece mais do que uma comemoração, oferece um ensinamento existencial, convidando cada praticante e discípulo a reconhecer seus próprios ciclos internos, suas fases de ascensão e queda, de construção e dissolução, e a atravessá-los com a mesma serenidade com que a andorinha cruza os céus, retornando sempre ao seu ninho, que é o centro do ser, o lugar onde o Tao se manifesta silenciosamente, e nesse sentido o Kung Fu (Gongfu) 功夫 torna-se caminho de iluminação, prática de autoconhecimento, disciplina que integra corpo, mente e espírito em um fluxo contínuo de aperfeiçoamento.
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"Ao completar seis décadas de dedicação o Mestre Lee ao Kung Fu (Gongfu) 功夫, encarna o princípio de que a longevidade verdadeira não é apenas a extensão da vida física, mas a profundidade da consciência que se alcança ao longo do caminho. E assim este ciclo que não se fecha nem é um fim, nem uma conclusão, mas uma transição e abertura, para um renascimento, pois onde há tradição há continuidade, onde há prática, existe transformação e onde há retorno há recomeço, e novos ciclos.” |

Altar em homenagem aos Mestres avôs na academia Academia Bei Long. Foto Manoel J de Souza Neto.
Sob o voo da andorinha 燕子 (Yànzi) este novo ciclo se inaugure como primavera permanente, trazendo vida longa ao Mestre Lee e renovação infinita a todos que compreendem que o verdadeiro Kung Fu (ou Gongfu) 功夫, é aquele que se realiza no interior do ser, na busca da pratica para excelência, domínio e aperfeiçoamento constante, tanto no aspecto técnico das artes marciais quanto no desenvolvimento pessoal, "habilidade adquirida com esforço e tempo".
Link para a matéria "A Jornada de discípulo a Mestre: Lee Chung Deh do Oriente ao Sul do Brasil"
https://catetear.com.br/a_jornada_de_discipulo_a_mestre_lee_chung_deh_do_oriente_ao_sul_do_brasil
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O autor do texto Manoel J de Souza Neto com o Mestre Lee



